A floresta não dá o que se pede. Dá o que se está pronto para receber.
Ysmirua nasceu no Acre, entre árvores que desconhecem o nome de quem as plantou. Formado pela convivência direta com povos tradicionais da floresta, sua autoridade não vem de certificado: vem de décadas de prática real, da escuta atenta da mata, do erro que doeu e ensinou.
Das mesmas mãos que conduzem o círculo nascem as peças. Madeira escura, resina, pedra e osso viram corpo. Cada objeto cerimonial carrega escamas, penas e rios em miniatura, feitos um a um, sem pressa, sem molde.
O dom da arte é um presente divino, concedido pelos grandes espíritos. Não é um simples fato de cortar, de lixar, de colar. Vai além de tudo isso. Ysmirua
É como se você tivesse a oportunidade de ter centelhas de Deus pulsando dentro de si. Criar é fazer algo do nada, e do nada fazer tudo.
Um tudo com o poder de modificar pensamentos, história, vidas. De unificar tradições, conhecimento e espíritos em um recipiente só. Isso é o dom de criar.
Antes da coleção, existe a peça que o artesão fez para si.
Sakabato é a peça principal deste acervo. Ysmirua a criou para o próprio caminho, e por isso ela não acompanha as demais: permanece com ele. Aqui, apenas se contempla.
Antes das peças, o homem. Ysmirua conta, em sua própria voz, quem ele é e o que é a sua arte.
Um registro longo, para conhecer o trabalho como um todo: o dom, a floresta, os artefatos e o caminho que os trouxe até aqui.
O artesão responde pessoalmente.
Não é só um aplicador de rapé. É um acesso. O Kuripi abre essa porta.
Dentro dos estudos espirituais, os povos originários utilizam um espírito vivo chamado Rumã, conhecido como rapé. Todos os Kuripis e artefatos que Ysmirua faz têm uma história, um porquê e um para quê. Muitas vezes ele não conta essas histórias, justamente para que as pessoas consigam acessá-las. É o alto sopro que ensina a conhecer a si mesmo e buscar a autocura.
YsmiruaA chuva tem o poder de lavar, de curar, de transformar, de irrigar. Todos os seres viventes deste plano precisam da chuva.
Quinze peças exclusivas, nascidas em um dos momentos mais desafiadores e mais incríveis da vida de Ysmirua. Kuripis e artefatos de poder em madeira, resina, pedras e cristais, fotografados sob chuva verdadeira, como a floresta os recebe. Sete delas estão em exposição nesta página.


A peça fala. E fala somente com quem a guarda.
Quem recebe este Kuripi da Coleção Chuva recebe também o acesso a este vídeo: a história da peça contada por Ysmirua, da raiz à folha. Esse saber não é público. Pertence ao dono da peça.












A Coleção Chuva tem quinze peças. As sete em exposição aqui são as peças Master, feitas com detalhes a mais. A história de cada uma será contada da raiz à folha: o porquê de cada coisa, de cada artefato. Cada uma acompanha um quadro com a sua história desenhada em papel, para expor na sala, no escritório ou na casa de reza. Só os seus donos terão acesso a esse saber.
Que chuva é essa? Qual a chuva que nós precisamos? Eu vou deixar cada um encontrar a resposta.
Ysmirua não conta tudo. Deixa que os donos da coleção descubram o acesso que tem a chuva.
Ysmirua
De longe, um objeto. De perto, um território: escamas, gotas, pedra encaixada em resina, o veio da madeira decidindo o desenho. Quando as fotos finais entrarem, cada peça da coleção poderá ser vista em ampliação.
A peça fala. E fala somente com quem a guarda.
Cada peça Master da Coleção Chuva carrega um vídeo: a sua história contada por Ysmirua, da raiz à folha. De onde veio a matéria, o que o desenho guarda, para que serve o artefato dentro do rito. Esse saber não é público: abre-se com a senha do dono, dentro da própria peça.
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